terça-feira, 23 de julho de 2013

Poesias do Contestado - Julia Franceschina e Diéssica Rossi Frigo



Escola Básica Municipal Sebastião Rodrigues de Souza
Professor: Jucemar Antonio Souza da Luz
Aluna: Julia Franceschina
8a série 02 – Matutino
Categoria: 05 - Ocupação Humana

Herança Catarinense

Palco de violência,
Planalto catarinense,
Cenário de guerra,
Impiedosa história iraniense.

Vem de herança o tempo sofrido,
Manchas de sangue, marcadas na terra,
O homem oprimido,
No rosto menino, as heranças da guerra.

O trem pagador,
Prometeu o conflito,
Cortando nossas matas,
Nossa morada,
Tirando nossa história,
Nossa terra amada.

 
Essa forte ignorância,
Forma a mais sangrenta guerra da região,
Com o coronelismo existente,
Colocaram os sertanejos em escravidão.
Caboclos expulsos,
Recebem insultos,
O nome jagunço recebeu,
Não foram pagos para matar,
Só recuperaram o que era seu.

Chica Pelega, tão nova guerreira,
Perdeu pai e namorado,
Nesta guerra justiceira,
Heroína do Taquaruçu, lutou ao nosso lado.

Maria Rosa e seu cavalo,
Lutou com homens nesta guerra,
15 anos lidera o grupo,
Com fuzil em mãos defende sua terra.

Os monges foram os mestres,
Desta guerra em semi-empate,
Lutaram e defenderam,
Durante a luta lideraram.





De Itararé a Santa Maria,
Guerra marca nosso chão,
Os vales lembram a sangria,
Sangue inocente daquela nação.

Surge a era do silêncio,
Com o término da guerra,
O medo de um novo ataque,
Se aplicou nesta terra,
Um assunto inacabado,
Se fala até hoje no Contestado.

No manto do mel envelhecido,
Passam memórias de Irani,
História traiçoeira,
Abelha enfurecida do Tupi.













Escola Básica Municipal Sebastião Rodrigues de Souza
Professor: Jucemar Antonio Souza da Luz
Aluna: Diéssica Rossi Frigo
8a série 02 – Matutino
Categoria: 07 - Ferrovia

A Guerra Marcante

Nos trilhos do trem,
A fumaça levantava,
E o pobre trabalhador,
O suor derramava.

Os tropeiros viajavam,
Para o seu gado vender,
O pinheiro eles cortavam,
Para muita madeira ter.

Os caboclos trabalhavam,
Mas pela Lumber foram expulsos,
Sem emprego e passando fome,
Agiram por impulso.

Maria Rosa partiu para a guerra,
Com flor e espada na mão,
Mas seu destino foi triste,
E acabou morta no chão.


A erva-mate não podia faltar,
Era nativa, não precisava plantar,
Como ela era muito importante,
Chegou até exportar.

Como a vida acaba,
Hoje o trem já não passa,
Mas na memória se guarda,
Lembranças da Maria Fumaça.

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